MME lança estudo sobre uso de novas tecnologias digitais para medição de níveis de eficiência energética

Lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no final de 2021, o estudo “Uso de novas tecnologias digitais para medição de consumo de energia e níveis de eficiência energética no Brasil” indica como tecnologias digitais podem auxiliar na coleta, processamento e análise de dados relacionados ao consumo de energia elétrica.

O material aponta que o País passa por um momento de inflexão tecnológica. A tendência se deve principalmente à evolução de sistemas de controle e às facilidades oferecidas pelos sistemas de telecomunicações disponíveis no mercado, além da diminuição de custos destes sistemas, o que tem permitido novas possibilidades operacionais e nova gestão, monitoramento e controle para suportar as necessidades físicas, técnicas e financeiras das redes de energia.

A utilização de inteligência artificial, internet das coisas, big data e tecnologias digitais de ponta em países europeus como a Alemanha serviu de base para que o estudo demonstrasse como utilizar essas tecnologias para coletar, processar e analisar dados relacionados ao consumo de energia e medição da eficiência energética no contexto brasileiro. “O estudo descreve as condições tecnológicas que temos disponíveis. Podemos fazer a digitalização acontecer de forma mais ágil”, apontou Carlos Alberto Fróes, autor da pesquisa e consultor da International Energy Initiative (IEI).

Na análise de Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME, a digitalização traz muitas oportunidades para a sociedade. “Ela está praticamente em todos os níveis e em todas as oportunidades que deslumbramos, não somente para o setor energético, mas também em nosso dia a dia, como no setor residencial”, afirmou. “A digitalização é um grande vetor de eficiência energética para todos os setores da sociedade”, complementou.

O evento de lançamento contou com a presença de Alexandra Maciel, analista de Infraestrutura do MME; do professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Luiz Carlos Silva; do assessor  da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marco Antônio Juliatto; do superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Paulo Luciano de Carvalho; e do assessor da Diretoria de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Jeferson Soares.

O estudo foi elaborado no marco da Parceria Energética Brasil-Alemanha, que é um projeto de cooperação entre o Ministério Alemão de Economia e Energia (BMWi) e o Ministério de Minas e Energia, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

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