Eficiência energética pode gerar redução de 6% no consumo da indústria

Com compromisso de atenuar o lançamento de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera em 37% até 2025, o Brasil aposta na eficiência energética para alcançar a meta.

Eleito como um dos membros do Energy Efficiency Hub, o País renova seus esforços para reduzir o consumo de energia elétrica. A plataforma global busca, por meio de colaboração, possibilitar benefícios ambientais, sociais e econômicos no que diz respeito à eficiência energética.

Outros 15 países estão empenhados nesse objetivo. São eles: Argentina, Austrália, Canadá, China, Dinamarca, União Europeia, França, Alemanha, Japão, Coreia, Luxemburgo, Rússia, Arábia Saudita, Reino Unido e Estados Unidos. O foco é favorecer trocas sobre política de eficiência, bem como regulação e implementação de medidas.

Orientada principalmente pela busca por maior eficiência energética, a Energy Efficiency procura por novas soluções para o uso racional e sustentável da energia para todos os níveis de consumidores. Em seu pronunciamento no lançamento do Hub em Paris, Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, disse considerar a eficiência energética “o ‘primeiro combustível’, porque ela é crucial para enfrentar as mudanças climáticas e tornar nossos suprimentos de energia mais seguros, deixando também dinheiro em nossos bolsos”. “Estou muito satisfeito em ver os países se unindo como parte do Hub de Eficiência Energética para acelerar esforços”, afirmou.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas) apontou que não há tempo e qualificou como urgente a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Indústria é grande protagonista

O uso de motores elétricos, muitas vezes obsoletos e pouco eficientes, faz com que as indústrias sejam apontadas como maiores responsáveis pela emergência climática.

Segundo Gustavo Batista, promotor técnico da Reymaster Materiais Elétricos e especialista em Iluminação e Eficiência Energética, é preciso que as fábricas se comprometam a se engajar em uma cultura de eficiência energética para que haja redução no consumo. “Eficiência energética é fazer mais com menos. Como? Utilizando motores mais eficientes, substituindo as lâmpadas convencionais por LED, automatizando os processos industriais, utilizando inversores de frequência, instalando painéis fotovoltaicos e outras soluções”, comentou o especialista.

Batista também reforça que as condutas de eficiência energética concretizadas pela indústria serão a chave na contenção das emissões de CO2, e as marcas que abraçarem essa causa sairão na frente. “Além de reduzir custos na produção e retrabalho, gerando economia de dinheiro e tempo, a inovação de automatizar processos para fazer mais com menos conserva o meio ambiente pela redução das emissões de gás carbônico, o principal causador do efeito estufa.”

De acordo com os Cálculos do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os ganhos de eficiência energética reduzirão aproximadamente 6% da eletricidade da indústria em 2030.

O tema também é um dos pilares da estratégia definida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentada na Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia, como um dos principais ativos do país em sua agenda ambiental. Entre os quase 200 países signatários do Acordo de Paris, o Brasil assumiu um dos desígnios mais ambiciosos de redução de suas emissões de GEE. Fixando 2005 como base, o compromisso do País foi atenuar o lançamento de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e 43% até 2030.

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